quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ 2010


“Persistência, essa palavra resumiria nosso ano...Ousadia, essa talvez resuma a forma que estamos encerrando 2009 e iniciando 2010”, foi o que falei para um grande amigo, mas acho que não só para eu e ele essa frase tem significado, acredito que para muitas pessoas. É, 2009 não foi o melhor ano para tanta gente, foi um ano de doenças e tragédias...Mas com coragem e ousadia todos nós vencemos...
Então, FELIZ 2010...saúde, paz e sucesso a todos...

domingo, 15 de novembro de 2009

video



Essa música escrevi para um dos filmes que produzimos aqui em São Luiz Gonzga - RS em 2006. Quem canta é a Bruna Leal e a melodia é do Anderson Costa. O vídeo ficou simples, mas em todo caso...

Aos românticos de plantão:

Por você

À Noite quando todos vão dormir
E todos os ruídos posso ouvir
Ouvi meu coração dizendo
Que é por você que ele está batendo

Se essa for a razão do meu viver
É mesmo por você que vai bater

Então vem
Diz o que está pensando
O sol já tá raiando
E a vida vai tomar um novo rumo
E a vida vai tomar um novo rumo

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pessoas que adicionaram enquanto eu dormia


Alguma modinha influencia você? (PARTE II)

Por Aline Diedrich

Como disse na última crônica sobre o assunto, até fiz meu perfil por modinha há alguns anos. Mas não sabia que o desespero era tão grande para entrar na novidade do Orkut!
No último fim de semana meu amigo recebeu alguns convites para testar o “novo Orkut” e me mandou um. Por enquanto as mudanças não são tão significativas, apenas o layout está diferente e há cinco opções de cores para o perfil, mas os recursos ainda são os mesmos. Tem gente que achou melhor, porque “fica tudo numa página só”, assim falou outro amigo para mim. Tem gente que não gostou muito, parece desorganizado, “demorei para ver que tinham me adicionado”, como disse a amiga que também está testando. Mas bom ou ruim, com o tempo todo mundo acostuma!
O cara que me mandou o convite tinha mais alguns disponíveis em outro perfil e colocou uma mensagem dizendo que os primeiros que mandassem recados, receberiam. Menos de cinco minutos depois, ele atualizou a página e haviam cerca de 150 pessoas pedindo para serem convidadas. Nossa!
Desde que apareceu o símbolo do “novo Orkut” em meu perfil, pessoas que não sei como me encontraram, adicionam pedindo para que eu mande convites. Com educação, pedi desculpas dizendo que não tenho. Até aí tudo bem. Não sei exatamente quantos queriam, mas isso não vem ao caso agora.
Ontem a noite depois da aula, o amigo que me passou o convite e o outro que também está testando, me avisaram que haviam recebido mais dez convites para repassarem e provavelmente eu também teria. Certo, na manhã de hoje conferi e já decidi para quem encaminhá-los e essa lista inclui minha mãe, meu irmão e amigos meus.
Mas o fato é que mais de 20 pessoas adicionaram esta noite pedindo convites com as mensagens mais malucas que se possa imaginar!
Só posso dizer uma coisa àqueles que têm pressa para serem convidados: a Google pretende que todos já tenham a nova versão até meados de 2010!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Falando em viver


Por Aline Diedrich

Já questionou Gonzaguinha, “E a vida o que é?”. O que é além daquelas explicações que não correspondem às pesquisas científicas, religiões ou número de letras e sílabas? Uma palavra que mesmo no seu sentido mais amplo, parece não ter sentido algum? Talvez seja uma nostálgica e sem graça caminhada repleta de medos e conformismos, com hora certa pra tudo. Creio, é muito mais que isso, é a soma de pequenos momentos que a tornam mais fascinante e que mostram o seu valor. Está presente em cada detalhe, no sorriso, olhar, gesto...É o tempo que temos para construir uma história, para ensinar e aprender, amar, viajar, dançar ou tantos outros verbos que aí estão para falar dela. E o bom dela, da vida, é realizar, ajudar, acontecer, não se conformar com as injustiças e com tudo aquilo que está errado. E nisso tudo, poder olhar para trás e dizer: eu fiz!


Iluminar a vida


Joguei fora algumas tralhas
empilhadas e inúteis do passado
Que ficavam me lembrando coisa triste
Olhar pra frente
Sem ter medo de enxergar tudo que existe

Em uma sensação estranha de paz
Nem lembro mais aquilo que ficou pra trás
Sabe quando amanhece o dia
Querendo mudar o mundo com uma poesia

Eu admiro esse jeito de pensar
De vez em quando é bom descontrolar
Então vamos ver o sol raiar
Pra levar, acreditar e iluminar a vida

Não adianta perder tempo com coisa à toa
Afinal, o tempo voa
Já passei por lugares e fiz o que contando ninguém acredita
Mas deixa isso pra outra hora,
Que agora
É só coisa boa na fita

O pensamento mais livre, sem convenções
Sem explicação, sem muitas razões
Só o ser por ser assim
Outro livro, outro disco, qualquer cor preferida
Que tal viver a vida

Imagem: Divulgação

sábado, 17 de outubro de 2009

O País das Olimpíadas

Por Aline Diedrich

“Helicóptero da PM explode e mata 2 no Rio” é a manchete do site G1 neste sábado, 17 de outubro.
É lastimável saber que essa é a principal notícia de hoje nos veículos de comunicação nacionais. Troca de tiros, ônibus incendiados, policiais mortos, inocentes feridos – mais uma vez a história da guerra entre as facções do tráfico de drogas.
Os brasileiros mesmo acostumados com “cenas” de violência, ainda esperam por tempos melhores, mas e como fica o país lá fora? A imagem institucionalizada do Brasil no exterior sempre foi preocupação, isso nos lembra a polêmica em relação ao filme “Turistas”, que mesmo mostrando ambientes paradisíacos, trazia no contexto exploração sexual e tráfico de órgãos. Mas se compararmos com as produções ambientadas em Nova York, por exemplo, que também contam histórias de crimes, drogas ou outros fatos negativos relevantes, acaso elas causaram uma queda no número de turistas? Creio que não!
O filme Turistas causou polêmica no ano em que foi lançado, visto o medo de que prejudicasse a imagem do Brasil no exterior, mas depois o conceito foi revisto e acredito que não teve esse efeito.
A preocupação não deveria ser com a ficção, mas com a realidade que a molda, com fatos como esse que ocorreu hoje do Rio de Janeiro. Notícias assim repercutem no exterior, prejudicam sim a imagem do Brasil e podem fazer com que investidores e os turistas repensem sobre viajarem ao “maravilhoso país do futebol”.
Os atletas e demais pessoas que acompanharão as Olimpíadas em 2016 pretendem se deparar com esse Brasil?
O investimento em estrutura para comportar uma Olimpíada, deve incluir segurança...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A criança que há dentro de nós


Por Aline Diedrich

Li que em 1924 foi decretado o 12 de outubro como dia das crianças no Brasil, embora tenha passado a ser comemorado a partir da década de 60 com a promoção de duas marcas para estimularem as vendas.
Essa não é a única data especial onde o comércio – a comercialização de produtos – se sobressai ao seu significado. Mas é interessante pensar que desde crianças, os seres humanos estão submetidos a este sistema de compra e venda, onde as embalagens e as propagandas possuem a qualidade que os produtos deveriam ter.
E pior do que essa gama de parafernálias “oferecidas” (educativas ou não. Bonecas, carrinhos ou as mais modernas e tecnológicas), é ver a mídia mostrando o talento dos pequenos no feriado, enquanto nos outros dias do ano, o que vemos é a exploração infantil, meninos e meninas sem condições de irem à escola, enfim toda miséria a qual estão subordinados...
Nesta sociedade, onde “as crianças são o futuro da nação”, há o contraste enorme em relação a qualidade de vida delas. Enquanto umas têm e mesa farta, outras tantas batem em nossas portas ou nos vidros dos carros pedindo uma moeda ou qualquer coisa que as alimente. Enquanto umas “vestem as marcas”, outras tantas andam maltrapilhas pelas ruas. Enquanto umas possuem os jogos mais divertidos e livros com contos de um mundo perfeito, outras tantas trabalham enquanto deviam brincar e estudar. E se todas pudessem ser iguais?
A única mensagem que posso deixar para esse dia é de preservarmos a criança que há dentro de nós. A mesma criança que traz nos olhos a esperança de um futuro melhor, ainda que incerto.
“Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita e é bonita...” (Gonzaguinha)

Imagem: Divulgação

sábado, 10 de outubro de 2009

Sorrir para vida

Por Aline Diedrich

Nem tão do bem, nem tão do mal. Certo por um lado, errado por outro. Nem merecedor do paraíso, nem tão ruim para sofrer no inferno. Não tranqüilo para descansar no sétimo dia, nada que impeça de sair no sábado à noite. Não paga pecados porque não sabe o preço, mas cumpre promessas por ter fé demais. Sonha muito e acorda para o pesadelo. Tem mais parceiros, mas os amigos são os irmãos que lhe permitiram escolher. Inteligente, mas com cara de otário. Ganha pouco, mas paga suas contas. Otimista por gostar do mundo, mas chorou por respirar ao nascer. Tinha medo de altura e sonhava em voar quando criança. Não via novelas e escreve histórias em quadrinhos. Ouve música por gostar de poesia. Comprou uma guitarra, mas faz aulas de teatro. Gosta de volume e descansa no silêncio. Prefere velocidade, mas seus passos são lentos. Deve na farmácia, mas a água é seu remédio. Queria dizer o que pensa, mas pensa tantas vezes antes de falar. Não apenas vive, vive e aproveita o poder do livre arbítrio.
Só ele sabe. É segredo e não devem ser compartilhadas aquelas partituras, imagens e palavras perdidas na gaveta.

domingo, 27 de setembro de 2009

Perdendo Tempo

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Já faz tempo que fiz esse vídeo. Cerca de dois anos. O áudio não ficou bom, mas resolvi publicá-lo mesmo assim. De qualquer forma, a crônica é a seguinte:

Resolvi parar um tempo para escrever sobre ele mesmo: o tempo! Precisamos dele pra tudo, coisa complicada que domina nossa vida. É tempo pra estudar, é tempo pra trabalhar, é tempo pra namorar, é tempo pra se divertir que chega a faltar tempo. Aliás, tudo tem seu tempo. E falando disso nesse mundo louco, o despertador faz um barulho irritante, tem que tomar o café rapidamente para não se atrasar, tem sair correndo de casa, tem que agüentar o engarrafamento, tem que ter tempo para ler o jornal ou para qualquer tipo de mídia, porque precisamos estar informados. Alguém precisou de tempo para escrever aquela matéria, aquela da TV ou do rádio tinha que durar apenas alguns segundos. Hora do almoço tranqüilo, que nada! Já ta na hora de encarar a realidade outra vez. Ah, lembrei, as aulas são divididas em períodos! Assim como os minutos tem seus segundo, as horas têm seus minutos, os dias têm suas 24 horas, a semana tem seus dias, os meses têm suas semanas, as estações têm meses certos (pelo menos tinham), além disso, são 12 meses em um ano. Por isso precisamos de calendários e relógios, para não ficarmos perdidos no tempo. Ah, bom mesmo, é o descanso do fim de semana. A verdade é que as coisas mudam em segundos, mas conquistas podem levar muitos anos. Os momentos mais tristes parecem ser uma eternidade, os momentos mais felizes parecem correr, mas compensam qualquer coisa ruim. E ele ta lá, imbatível: o tempo. A medida que ele vai passando, vamos adquirindo aprendizado, vamos tendo lições, colecionando emoções. Caindo, errando, mudando, vivendo, porque tempo é vida. E nisso tudo, a coisa mais exata é que o tempo passa. Então, não vamos perder tempo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

“Por acaso eu fui à luta... eu quis pagar pra ver”


Por Aline Diedrich

Vivo agora uma fase diferente. Não apenas mudança de hábitos, mas o momento de renascimento. Não me refiro somente ao acidente do dia 3 de agosto desse ano, mas se não fosse aquela força maior que chamamos Deus, não teria voltado, não estaria aqui hoje recomeçando a minha vida e dando passos para a construção de algo maior.
Quem viu acreditava que o meu caminho havia acabado ali mesmo, na BR-285. Eu fui a última pessoa a retomar a consciência, mas abri os olhos e lutei. Lutei por acreditar que ainda precisam de mim, por acreditar que nenhuma maldade é maior que aquela força do bem e aquele desejo de mudança. E depois...depois contrariei a medicina, voltei a ser como era em um espaço de tempo que nem mesmo nossos homens de jalecos imaginavam.
Poderiam me dizer: Quem te viu, quem te vê! Mas as palavras não precisam ser ditas, quando os olhos expressam algo...
No entanto, esse é meu último depoimento sobre o assunto...Não mais entrevistas, nem mais escrever textos.
O mais importante nisso tudo, são as confirmações das coisas que pensava antes. A certeza de quem são as pessoas e do que vale a pena.
Já compôs Humberto Gessinger, “se fosse fácil achar o caminho das pedras/
tantas pedras no caminho não seria ruim”.
Mas doenças, machucados ou falta de dinheiro não são os maiores problemas da humanidade. Os problemas estão nas pessoas que deveriam solucioná-los.
As vezes é momento de abrir os olhos e enxergar além do corpo. Ver a alma através dele. Podem querer seu emprego, podem querer suas roupas, podem querer sua sabedoria, mas aquele que nos fez fortes não permitirá que nenhuma maldade nos atinja. Nenhuma maldade tire aquilo que é pra ser nosso e que lutamos para conquistar! Nada nesse mundo, se ele não quer, tira a nossa mente e nossa vida!

Sou do tipo que observa demais e as vezes vejo o que poucos vêem.
O dia 3, não foi o dia em que mais lutei e nem o dia em que mais pensei na maldade das pessoas. Mas o dia em que eu realmente disse “CHEGA” e joguei para escanteio o que não me fazia bem.
Seria só um teatro, um filme ou programa de rádio. Mas as coisas viraram sucesso. O mesmo sucesso que no dia 3 de agosto mobilizou pessoas que fizeram a corrente do bem em pensamento para que eu permanecesse aqui.
Obrigada por colocar em minha vida aquele amigo que nem preciso citar quem é, mas esteve comigo e sofreu por mim no dia 3. Obrigada por outras pessoas que estão aqui e que dividimos momentos importantes, alegres ou tristes, mas assim importantes...
Há tempo não quero mais um teatro, um filme ou programa de rádio. Foram paixões passageiras. O que permanece são as pessoas, o que está em minha mente e aquilo que agora construímos...Com mais força, com mais garra!
Nós só precisamos respirar, porque o resto, conquistaremos...
No mais... vamos escutar uma boa música, rir com amigos próximos e ouvir histórias interessantes.
Estranha sensação de paz!


“Por acaso eu fui à luta... eu quis pagar pra ver” (Engenheiros do Hawaii - Humberto Gessinger)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Alguma modinha influencia você?


Por Aline Diedrich

Não faz muito tempo tive a oportunidade de conhecer um dos criadores de uma marca famosa, eu trabalhava numa palestra ministrada por ele e acredito ter sido a melhor que já assisti e uma verdadeira aula de Relações Públicas, sendo que nem RP ele é. O fato é que esse cara falava que não vale a pena trocar de celular sempre que surge um modelo novo. E nisso ele estava certo.
A última vez que troquei de telefone foi em 2006, paguei quase R$ 400,00. Dá pra fazer ligações, mandar mensagens, acessar internet (embora não utilize para isso) e tem alguns toques legais. Meu amigo comprou esse mês um aparelho novo “touchscreen” e sintoniza emissoras de televisão,
Meu pai me deu meu primeiro celular quando estava na 8ª série, por causa da modinha. Era dos menores que tinha e só dava pra ligar e mandar torpedo. Não saiu muito barato e hoje o modelo nem existe e se existe nem funciona. O fato é que no meu tempo de ensino médio, quanto menor o telefone, mais moderninho era. Parece que agora os celulares estão aumentando de novo. Esse que meu amigo comprou três anos após o meu, não sei se cabe no bolso de trás da calça jeans. Mas é “touchscreen”!
O meu amigo tenho certeza que comprou porque gostou e não achou caro, até porque “modinha” não faz muito o tipo dele.
Outro dia um ex-colega que adora implicar, mas também gosta de me ligar de madrugada e ficar horas no meu apartamento, disse que cultura pra mim era o “rockzinho nacional”, por causa de uma frase da música do Cazuza que estava em meu subnick e porque eu nem conhecia um autor estrangeiro que ele lia a obra. Mas já li sim algumas coisas que vieram de fora como “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen que virou filme e vale a pena assistir, ainda assim prefiro o que é do Brasil. No entanto, não consigo me adaptar a essas mudanças que ocorrem de mês em mês e os novos gêneros que surgem por aí. O tal sertanejo universitário por exemplo, se tornou tão popular que a cada dia surgem novas duplas, mas agora nas propagandas já deixamos de ver os sertanejos modernos e divulgam os artistas da música Gospel.
Nas aulas da faculdade adoram falar da tal publicidade, não sei quanto tempo faz que não compro nada “porque vi na TV”, talvez por causa disso na hora de optar no primeiro semestre, marquei Relações Públicas. Não que uma empresa não precise das duas, afinal, acredito que a propaganda faz vender na hora e torna modinha, enquanto RP consolida uma imagem em tempo mais longo e depois, faz vender. Embora o objetivo das duas não seja apenas esse e ambas necessitam um grande planejamento, sabem disso os estudantes e profissionais de Comunicação Social.
Conheço uma guria que dizia ser gótica, mas usava - quase - somente rosa. Quem sabe ela queria entrar numa moda, mas naquela época o momento já era dos emos.
Corte de cabelo já sei que nem é mais modinha, porque hoje se corta o cabelo do jeito que quer. Mas um dia desses estava no salão “tirando as pontas” e uma mulher pedia “o cabelo da Dafne”.
Talvez o que vira moda acompanha a mudança da própria sociedade que nesse mundo moderno, anseia por novidades. Talvez mudamos, porque ainda buscamos uma identidade. Mas são apenas suposições.
Na internet também, quase tudo é modinha. É um tal de “CTRL C + CTRL V” que encontramos nas páginas e agora tem o twitter, mas ainda não fiz e nem sei se pretendo. MSN tenho desde os primórdios, naquela época meus amigos internautas eram completos desconhecidos e quando descobri internautas daqui, a maioria ainda preferia ICQ. Mas esse programinha de mensagens instantâneas é bastante útil e até por trabalho acabamos usando, mas o Orkut confesso, só fiz meu perfil por modinha.

(Imagem: divulgação)

domingo, 13 de setembro de 2009

“Brasil: Muito Além do Cidadão Kane”



Mídia e música - Tem coisas que a censura não consegue calar

Por Aline Diedrich

Antes de entrar no mérito da questão, dois motivos me levaram a escrever sobre esse tema. Há poucos dias iniciei um texto relacionado a questão do gosto por diferentes gêneros de música - que deverá ser publicado no próximo ano - e também, por ter assistido ao documentário “Brasil: Muito Além do Cidadão Kane”.

Insisto em dizer que o vídeo é um alerta aos cidadãos brasileiros sobre o poder da mídia e política no país. O nome do documentário não é mera coincidência com o clássico americano “Cidadão Kane”, uma vez que ambos trazem OS HOMENS DA IMPRENSA. E mesmo que a produção do documentário tenha ocorrido no ano de 1993 pelo Canal Britânico Channel 4, podemos perceber que após quase 20 anos, muitas coisas continuam na estaca zero. Como disse Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”. "O tempo não para", mas existe o que para no tempo...
O referido documentário teve sua exibição proibida no país, mas temos a oportunidade de assistir graças a internet. A censura não deixou de existir e alguns meios ainda possuem interesses pessoais que muitas vezes não condizem com o interesse da maioria, mas nota-se a crescente vontade dos brasileiros em exporem suas opiniões. Creem os otimistas / esperançosos que a sociedade está passando por um processo de transformação, onde adquire visão crítica e não assiste televisão apenas por assistir e digerir o que está sendo exposto, mas por tirar suas próprias conclusões.
Esclarecedor, “Brasil: Muito Além do Cidadão Kane”, traz essa visão externa de como se faz comunicação no país. Mais que isso, mostra fatos importantes de nosso principal órgão de imprensa e é uma verdadeira aula de história. Resgata não só o caso Collor e o polêmico debate entre ele e Lula em 1989, como os anos de ditadura militar e a questão das concessões para funcionarem os meios de comunicação. Com impressionantes depoimentos, o cantor Chico Buarque também fala ao vídeo sobre a censura sofrida por suas músicas e por ele próprio no referido período de ditadura na maior emissora de TV do Brasil.
Mas se por um lado, os meios de comunicação e o jornalismo em si poupam ou se veem obrigados a poupar determinadas verdades, a música traz mensagens de esperança nas entrelinhas de suas poesias. Basta ouvir as verdadeiras obras que nasceram no cenário musical nas décadas de 70 e 80. Feras que colocavam em suas letras aquilo que a sociedade queria ouvir e a mídia não podia mostrar.
Titãs, Legião Urbana, Barão Vermelho, Raul Seixas e Ultraje a Rigor. Músicas como “Brasil”, “Que País é esse?”, “Inútil” e “Anos 80”, são alguns bons exemplos de obras que surgiram na década de 80 como um grito contra o ciclo que se encerrava. Antes disso, nos anos 70, Chico Buarque já trazia canções de imensa crítica social, censuradas pelo sistema ditatorial. Ao ouvir “Apesar de você”, são nas entrelinhas que encontramos o que levou a serem vendidas 100 mil cópias do compacto – era o que a sociedade queria falar. Geraldo Vandré também já havia interpretado “Pra não dizer que não falei das flores”.
Artistas testemunhas daquele Brasil e que tentaram deixar mensagens de mudança através de suas músicas que ainda ecoam num país onde os tempos são outros, mas o que deveria ser noticiado, pouco mudou. É uma pena que hoje, a música também tenha certa dependência da mídia, pois é ela que populariza os nomes e nem sempre ela quer tornar popular letras como aquelas que surgiram há 20/ 30 anos. Talvez por causa disso, a nossa cultura industrial esteja enfraquecida e que de semestre em semestre novos estilos surgem e permanecem por pouco tempo.
Vivemos ainda na era do Cidadão Kane?

“Pelos campos há fome / Em grandes plantações / Pelas ruas marchando / Indecisos cordões /
Ainda fazem da flor / Seu mais forte refrão / E acreditam nas flores / Vencendo o canhão” (Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das flores)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

GRIPE A – Sensacionalismo?



Por Aline Diedrich

Que doença não é brincadeira, todos nós sabemos e não podemos ignorar sintomas de enfermidades graves. A tal Gripe A (H1N1) – ou Gripe Suína como a maioria prefere chamar – parece estar neste rol do mal do século.
Mas a questão não é esta e sim: Cadê Aedes Aegypti?
É a epidemia do sensacionalismo nos meios de comunicação do Brasil!
Alertar pode ser dever da imprensa, mas causar um pânico generalizado acredito não ser a melhor solução.
O mais engraçado – ironicamente falando - foi ver pessoas usando máscaras em ônibus durante viagens, mas tirando ali mesmo para comerem sem sequer lavarem as mãos. (Creio que o medo da Gripe A, não levaria uma pessoa a tirar a máscara para fazer um lanche dentro de um transporte lotado, pois havia então a possibilidade do contágio caso algum enfermo estivesse viajando junto).
Noto também, nos locais públicos, que alguém com resfriado já causa comentários e outros ficam olhando, desconfiados. Mas onde está o “desconfiomêtro”?
Dê fato, estes acontecimentos me deram a prova nítida do medo da sociedade sobre a doença da mídia!
Só por fazer comparação, já estagiei em meios de comunicação de uma cidade com cerca de 35 mil habitantes – relativamente pequena – mas onde os assuntos também repercutem como em todo país. Ou seja, tive a oportunidade de noticiar sobre as doenças e seus transmissores.
Eu era criança quando o comentário girava em torno da febre amarela, houve campanha de vacinação e até aí tudo bem. Depois veio a dengue: “Não deixar água parada em recipientes abertos” - a afirmação é correta, mas já virou jargão.
Anos depois, estava eu fazendo cobertura sobre a febre a amarela, comunicando que as pessoas que se vacinaram na outra campanha não precisavam receber a dose novamente, visto que a validade é de 10 anos. Precisava fazer duas matérias por semana sobre o assunto em questão e os dados eram sempre os mesmos, mas como a criatividade é requisito para quem estuda comunicação social...
Pouco tempo depois, o Aedes Aegypti atacava novamente. Cada reportagem, o número de focos era diferente: as vezes mais, as vezes menos. O fato é que não sei se tivemos casos de dengue aqui ou se estava realmente controlada.
Mas entre os focos da dengue, eis que surgem mais bugios mortos na região! Nesta época, não sabia se o Aedes Aegypti ficava tranquilo em “recipientes abertos com água parada” ou nem existia mais, afinal, o assunto era a febre amarela de novo. (Lembro que eu estava escolhendo entre várias fotos dos bugios mortos para ver a qual ficava melhor com o texto).
Mas veio algo para fazer acabar com isto tudo. Digo, fazer cair no esquecimento: a leishmaniose! A doença que não era comum no Sul, mas como cães foram encontrados contaminados em uma cidade fronteiriça há cento e poucos quilômetros daqui, era preciso noticiar. Mas o assunto não durou muito tempo, porque surgiu a tal gripe.
Creio que o mais óbvio é: assim que surgir outro assunto que dê “pano pra manga” a mídia muda o foco, tendo ou não casos da Gripe A.
Acho que a ordem dos fatores não altera o produto: a notícia!

(Imagem: divulgação)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalista sem diploma?


Por Aline Diedrich
(Não desmerecendo aos provisionados)

Quero hoje, manifestar a opinião por a luta que acaba de ser perdida...


Ontem, foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal o fim da obrigatoriedade de diploma aos jornalistas. Mas esperamos que não seja o fim desta discussão.
No interior, sabemos que muitos meios de comunicação contrataram pessoas não diplomadas, pelo simples fato de "pagarem menos".
O que faltou nessa causa? Manifestação dos estudantes, das universidades e dos jornalistas diplomados? Penso que a própria imprensa se calou!
Comparar o jornalista a um cozinheiro?
Não diminuindo o talento dos mestres da culinária, mas no momento de preparar um lanche ou almoço em minha casa não preciso de conhecimento teórico. Porém, como vou informar a sociedade e trabalhar em um meio formador de opinião sem o mínimo do conhecimento adquirido em uma universidade?
(Não desmerecendo aos provisionados)
Quem sofrerá as consequências?
As universidades – particulares e federais?
Os estudantes de jornalismo que competirão em um mercado concorrido com pessoas sem nenhum referencial?
Otimistas acreditam que como consequência as universidades se virão obrigadas a melhorar o ensino e os diplomados serão mais valorizados nos veículos de comunicação, mas discutir agora não é tão simples quanto parece – não pretendo questionar algo que só o tempo responderá.
No entanto, arrisco em dizer que a própria sociedade é uma das mais afetadas. O motivo é óbvio: QUALIDADE!
Tive a infelicidade de ouvir uma estudante de jornalismo dizer que a empresa (jornal, revista ou rádio) deve ter o poder de optar pelo profissional com ou sem diploma. Então, vamos esperar – ter a esperança – de que os meios de comunicação irão fazer a escolha certa e esta falta de diploma não seja um retrocesso!

Vamos esperar esta discussão ter um fim e que este fim seja JUSTO!

OUTRAS CONSIDERAÇÕES...

Sabemos que vivemos em uma "sociedade da informação". Ao utilizar este termo, somos logo remetidos ao fato de que a informação é algo feito para a sociedade.
Como sempre digo, não vamos desmerecer os profissionais provisionados, mas qual pessoa nos dias de hoje conseguirá se consolidar como jornalista sem o referencial teórico, sem a carga histórica que tange esta profissão e mais importante: sem a ética que cada estudante e jornalista diplomado precisa ter?
Quando se trabalha com informação também se trabalha com vida - não seremos inocentes de pensar que a imprensa não nos atinge, não colabora para que possamos formar nossa opinião -. Ou nos informamos ou seremos apáticos do mundo.
E se todos podem ser jornalistas, qual a garantia que teremos naquilo que está nos sendo transmitido?
Concorda que uma profissão seja reprimida por interesses pessoais que poderão disparar à frente nos meios de comunicação?
Há quem sempre duvidou da imprensa (mas sem entrar no mérito desta questão e dos meios que não respeitam princípios), porém se tivermos pessoas sem formação para trabalhar com jornalismo haverá imparcialidade ou o que teremos exposto em nossos jornais, rádios, revistas e televisão será apenas um jogo de interesses?